Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Outubro 23 2009

POETA

 -é uma Voz da Humanidade !

 -é um Amante da POESIA

 -é um Membro da

 FRATERNIDADE

 -é uma Nota da

 Cósmica Sabedoria !

 

 POETA

 -é modesto operário

 (um cavador de caneta…)

 -na lavra do Calvário

 (aonde Poema é planta…)

 

POETA

 -é Pensamento em ACÇÃO !

 -é Emoção EXPLOSIVA !

 -é Ritmo de ORAÇÃO !

 -é Sinfonia VIVA !

 

POETA

 -é Irmão de TUDO ( e de TODOS)

 -é Cooperante SOLIDÁRIO

 -que se distribui a rodos

 (em cada seu poema

 LIBERTÁRIO !)

 

 Santos Zoio

publicado por appoetas às 18:26

Outubro 23 2009

Ser poeta
É bênção
É maldição.


Num desassossego
De inquietação
Na carne sofrer
Dos outros a dor
A alma desnudar
Sem falso pudor.


Num só verso
Condensar o Universo.


Em cada madrugada
De corpo despido
Abertas as veias
Deixar jorrar
A dor sublimada.


Para ser feliz
Precisar de nada.

 

Maria Ivone Vairinho

(in "Livro da Dor e da Esperança")

publicado por mariaivonevairinho às 18:19
editado por mariaivonevairinho às 18:31

Outubro 23 2009

 

É querer estar com todos no tempo
É escrever o que está dentro de si
Sem medo, num completo encantamento
Juntando letras e voando como o colibri
 
É querer com as mãos a todos acariciar
É ser divino e por muitos incompreendido
Dando o livre arbítrio de amar ou odiar
Nos seus delírios muitas vezes esquecido
 
É escrever palavras com espinhos ou em flor
É soltar à bolina as palavras do momento
É aliviar corações e ficar na sua própria dor
 
É viver com alegria, amargura e ardor
É ter alma dorida por todo o sofrimento
Ser poeta é ser louco, sublime e do amor sedento
 
Susana Custódio
 
 
 
(Inspirado no poema II e III - Ser Poeta- de Edson Gonçalves Ferreira)
 
http://recantodasletras.uol.com.br/poesiasdeamor/1871546
 
publicado por appoetas às 13:42

Outubro 23 2009
Olá caríssimos e mui especiais amigos
 
O TEMPO
Esse quotidiano e eterno tema,  marca hoje aqui lugar como poema
da semana  em TEMPO DO NOSSO TEMPO que poderá ouvir e ver em:
 
Poema da semana : www.euclidescavaco.com
http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Tempo_do_Nosso_Tempo/index.htm
 
Ou em formato PPS pela 1ª vez - Abra este link e clique em Tempo do nosso Tempo:
http://www.mediafire.com/?sharekey=59bafca957fe9ee7c79b87b207592a1ce04e75f6e8ebb871
 
Faça o seu comentário e diga se deseja que envie o PPS separadamente.
 
Cordiais saudações
Euclides Cavaco
cavaco@sympatico.ca
 
Venha tomar comigo um cálice de poesia...
Entre por aqui na minha sala de visitas:
www.ecosdapoesia.com
 
publicado por appoetas às 13:32

Outubro 23 2009

Andava o meu sapateiro

a namorar uma sovela...

E passava o dia inteiro

apaixonado por ela...

 

Ela não era a sovela,

Tinha olhos de luar,

era tão bela, tão bela

como vela a marear.

 

Ondulava sobre as águas

como sereia singela,

esquecia suas mágoas

ao espreitar à janela!

 

Por ele se apaixonou

Por ele... de corpo inteiro...

E nova canção soou

encantando o mundo inteiro!

                                 

                         joaquim evónio

 

AVIAR BEM E DEPRESSA

 

O Aparício do Canto manejava a sovela como ninguém. Mais parecia um prolongamento da sua mão, tal era a perícia e regularidade com que se atirava à feitura dum par de sapatos. Encantava ver o ritmo do seu trabalho e, quando estava bem disposto, não se calava nem debaixo d 'água.

- "Claro que não fui sempre sapateiro, comecei por trabalhar como servente numa padaria e fartei-me de carregar com talegues de farinha. Um dia, comecei com dores nas costas e nas costelas, que me davam um grande aperto, depois no pescoço, e então lá fui ao médico. Ele disse que não me queria assustar mas que eu tinha uma espondilose crónica na coluna, que estava a pensar em operar-me ao pescoço. Mas eu respondi logo: - “Aqui ninguém toca! E não tocou mesmo!"

- "Perdi o meu pai muito cedo, era um rapaz ainda, mas tudo se cura na vida...'Vai a terra calcando, vai a dor amainando...' Aconselhou-me sempre a não ligar àqueles que diziam 'não tenha pressa... o trabalho não azeda...' "

- "Por isso não estive com mais mas nem meio mas e atirei-me d' alma e coração ao novo ofício, e sempre a trabalhar bem e depressa!"

- "Isso já vem muito de trás, faz parte da minha natureza, sempre fui apressado... Sabe, hoje tenho quase oitenta anos, mas nasci de sete meses, tá a ver? Fazia um calor lá dentro!..."

E lá continua o seu imparável monólogo sem que deixe de manejar a sovela com o virtuosismo que sempre lhe foi reconhecido.

 

Joaquim Evónio

 

(in "Sercial & Malvasia", Ed. Temas Originais, Lda., Set 09)

publicado por appoetas às 13:14

Outubro 23 2009

 
Neste ano de 2009, comemora-se o Centenário de Nascimento de Dalcídio Jurandir, romancista nascido em Cachoeira do Arari, Arquipélago do Marajó (Antiga Ilha Grande de Joannes), Estado do Pará. Autor do célebre romance “Chove nos Campos de Cachoeira”, vencedor em 1940, do Prémio Dom Casmurro de Literatura, da Editora Vecchy , tendo sido lançado em 1941, na cidade do Rio de Janeiro.
 Contemporâneo de Drumond de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Clarisce Lispector e Eneida, dentre outros, que lhe atribuem os melhores elogios pela excelência das suas obras reconhecidas internacionalmente.
 Trabalhou na comunicação social como redactor do semanário político Diretrizes. Colaborou com o Diário de Notícias, Correio da Manhã e Revista Leitura. O jornal A tribuna Popular e as revistas O Cruzeiro e A Classe Operária, foram periódicos onde emprestou sua colaboração. Produziu texto publicitários em legendas para filmes de educação sanitária, através da Fundação Especial de Saúde Pública -SESP.
 O seu livro “Linha do Parque”, é lançado em Moscou, no ano de 1962. Dez anos após, a Academia Brasileira de Letras lhe atribui o Prémio Machado de Assis, em reconhecimento ao conjunto das 10 obras que publicou, tendo sido saudado por Jorge Amado.
 Com o romance “Belém do Grão Pará”, conquistou os prémios Paula Brito, da Biblioteca Guanabara e Luiz Cláudio de Souza, do PEN Club do Brasil.
 O Governo do Estado do Pará lhe outorgou o título de “Honra ao Mérito” no ano de 1974, em cerimónia concorridíssima na Assemblea Legislativa.  
Em 1979, Dalcídio faleceu no Rio de Janeiro, legando a posteridade o valioso tesouro dos seus trabalhos literários. Está sepultado no Cemitério São João Batista, do Rio de Janeiro.
 Como homenagem póstuma a Publicações Europa América, em Lisboa, reedita o romance “Belém do Grão Pará” com prefácio do escritor português Ferreira de Castro, do qual destacamos esta parte do trecho: “Belém do Grão Pará, obra que revela a Portugal um grande escritor. Dalcídio Jurandir nasceu numa grande ilha no delta do Amazonas,  uma gigantesca presa verde na boca aberta de incomensurável serpente cor de barro”. Lisboa, Maio de 1974.
 É considerado o último testemunho do escritor lusitano que faleceu em Junho do mesmo ano, na capital lisboeta.
As obras de Dalcídio Jurandir são leituras obrigatórias nas Universidades e Escolas Secundárias do Estado do Pará.
Lisboa, 17 de Março de 2009.

publicado por appoetas às 13:07

Outubro 23 2009

 

Ser poeta é “ser mais alto”, é ser diferente!

É aquele que fala com a voz coração.

É quem sente "aquele amor ardente"

Que Camões cantou tão sabiamente

E se tornou, dos poetas, um padrão!

 

É ser um outro ser, “é ser maior”

(como Florbela outrora bem dizia).

É sentir o que escreve com amor

É soltar da alma o pranto e a dor,

É sentir com fervor a poesia!

 

Ser poeta é um dom – não se aprende.

É o ser e o poder de quem sustente

Esse dom que, escondido, surpreende…

Quando a sua vida à dor se rende

E sente uma alegria descontente!...

 

 

Fernando Reis Costa

publicado por appoetas às 13:05

Outubro 23 2009

Ser poeta

é assumir o desassombro

de emprestar o seu ombro

ao fraco contra o forte,

é ser indiferente à sorte

e dialogar com a morte

de igual para igual!...

 

E, no entanto...

É tão fácil matar a poesia:

Basta um grão de filosofia,

maldita expressão esquiva,

obediência lasciva

à geometria do pensamento!

 

Afinal,

ser poeta

é ser flor, fruto, semente,

farol que ensina à gente

o rumo, a rota certa.

 

Sei que amar, sim, é preciso...

Por isso, poeta amigo,

até cortar a meta...

Eu vou navegar contigo!

 

 

joaquim evónio

publicado por appoetas às 13:01

Outubro 23 2009

O  E S P E L H O  !


Num espelho todos nos miramos,
E muitas vezes tornam-se tormentos.
E o pensamento foge-nos de repente
Como luzes que se vão na tangente !

 

O espelho é um bem ou um mal ?
Certamente não existe nada igual.
Mostra-nos uma perfeita realidade
Daquilo que somos de verdade !

 

De inicio nos vemos ao contrário,
Como um mendigo num erário.
Estamos ali diante de uma pessoa
Como um sino que balança e soa !

 

Nele vemos o tempo que passou,
E já pensamos no que se alcançou.
Saltamos sobre pedras que balançam
E que lançadas jamais se alcançam !

 

Um espelho é uma luz divina,
Que para nós sempre nos ensina.
Ou existe ainda um pouco de formosura
Ou uma figura apagada sem ternura !

 

Olhar no espelho é por limite no tormento,
É pensar se ainda existe algum experimento.
É ainda ver se existe em algum momento
Instantes do passado com traços de alento !
 
Se ainda existe um olhar de alegria,
Na face teimosa de alguma fantasia.
Mas,certamente nos olhos aparecem
Pendores de olhares que adormecem !

 

O espelho é um doutor da falsidade,
Retrata o que os seres foram na realidade.
Mostra verdades e ilusões que desvanecem
E cuidados que nossos corpos merecem !

 

Olhar num espelho às vezes é desventura,
È desvendar com espanto nossa figura.
E muitas vezes de Deus é um grau supremo
Que nos leva a pensar com fervor extremo !

  

O espelho por Deus nos foi dado,
Para podermos ver o nosso duro fado.

Que poderemos ver nuances do passado
E sempre colocamos a vaidade de lado

 

ADRIANO AUGUSTO DA COSTA FILHO

 

publicado por appoetas às 12:47

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
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